segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Postagem 101
domingo, 28 de agosto de 2011
Como nascem os Paradigmas - Grupo dos Macacos
domingo, 21 de agosto de 2011
Não consigo perdoar minha filha
domingo, 14 de agosto de 2011
Lançamento do Livro
O livro será lançado no dia 31 de agosto, na primeira noite do Congresso de TCI, em Santos-SP. Em breve lançaremos em Brasília e Fortaleza.
Que pai é você? (vale pra mãe)
domingo, 7 de agosto de 2011
Quando sou impotente para ajudar alguém que amo
domingo, 31 de julho de 2011
Três anos de TCI em um órgão público
sábado, 23 de julho de 2011
Violência doméstica e o sofrimento dos filhos
Saiba mais sobre a violência doméstica infantil no Brasil: http://sites.google.com/site/violenciainfantilturma3107/violencia-domestica-infantil
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O terapeuta comunitário atuando com adolescentes e crianças
sábado, 9 de julho de 2011
TCI com adolescentes e crianças
sábado, 2 de julho de 2011
TC: possibilidades de resiliências
Após a dinâmica, que postei anteriormente, eu perguntei quem gostaria de desenvolver o que havia apresentado brevemente. Uma participante contou como tem sido difícil pra ela ver a sua filha mentindo. Ela disse que teve que pressionar a jovem a contar o que estava acontecendo: “eu já sabia que ela estava grávida, mas queria ouvir dela...eu fui a última a saber...”
Acontece que a filha é muito jovem e engravidou de um homem bem mais velho. Esta mãe sempre falou com as filhas, são três, que não apoiaria nenhuma gravidez antes do casamento: nas palavras dela: “tem que assumir sozinha o erro que cometeu”. A própria mãe também engravidou cedo, casou-se com 16 anos e sofreu muito no casamento; "minha mãe nunca apoiou meus erros". A filha mais velha também engravidou cedo e fugiu de casa porque a mãe (a participante) não apoiou. Agora a segunda filha está com quatro meses de gestação.
Enfim, o problema que ela trouxe é basicamente: “como vou contar pro meu marido? (que não é o pai desta segunda filha, apenas da terceira); terei que cumprir minha palavra e não apoiá-la, como minha mãe fez comigo. O pai da criança não vai assumir e minha filha nem trabalha ainda!” Perguntei ao grupo quem já havia passado por uma situação semelhante.
Quase todos tinham algo a contar, três mulheres contaram que também engravidaram cedo e não tiveram o apoio da família. Cada uma agiu de uma forma diferente quando as filhas cresceram:
Uma delas contou que a filha engravidou nas mesmas condições e a família a apoiou, vejo aqui uma família resiliente;
Outra mãe disse que assim que a filha contou que não era mais virgem ela levou a filha e o namorado ao ginecologista, para orientações e preservativos;
A terceira sempre foi uma mãe que falava de tudo abertamente, mas que põe limites para a filha, como horário pra chegar, a mais nova não pode namorar etc..., mas já deu preservativo para a filha mais velha e orientou a tomar remédio quando resolver iniciar a vida sexual: “eu cuido, mas sei que quando ela quiser vai fazer, quer eu queira quer não...e tudo que é proibido é mais atraente, então eu não proíbo, só oriento”.
Apessoa que apresentou a questão ouviu estas e outras falas, inclusive de homens. Ao final ela disse: "continuo não aceitando, não vou apoiar este erro". Eu pedi pra ela acolher aquelas falas e pensar um pouco mais antes de agir.
Percebo que cada ser humano percebe e elabora de forma única sua experiência de vida. Uma ressignificou seu sofrimento e, de forma resiliente, aceitou a gravidez da filha. A segundo agiu de forma preventiva e franca; a outra cuida para que não se repita a mesma história. Mas, numa roda de TC, observando a resiliência da outra é possivel reinventar formas diferentes de convivência em família, que não a dos nossos pais.
Após duas semanas a participante pediu pra falar, na roda: "consegui contar pro meu marido, conversei com minha filha, eu não disse que iria apoiá-la, mas também não vou jogá-la na rua, né!". Muitas vezes é preciso romper com as tradições, deixá-las presas numa fotografia e fazer diferente!terça-feira, 28 de junho de 2011
Uma dinâmica que favorece a expressão, a fala, no grupo
domingo, 5 de junho de 2011
Espaço para escuta, do luto por óbito fetal, em hospitais
Uma grávida carrega em sua bagagem inconsciente e gestacional todas as suas fantasias de menina segundo o modelo identificatório materno-feminino. Quando uma mulher dá à luz um filho saudável ela vivencia um luto em relação ao bebê imaginário. Porém, o luto materno por perda habitual de feto é ímpar. Óbito fetal é a morte do feto após a 20ª semana, quando a mulher sofre perdas fetais habituais ela é ferida narcisicamente. Para Freud o luto não é uma condição patológica é um sofrimento legítimo por alguma perda. O natimorto não possui certidão de nascimento, nem nome.
Nomear o filho facilita o desinvestimento da mãe na gravidez anterior e investimento na atual. A nomeação do filho estrutura a percepção da mãe e organiza suas sensações. Esta apresentação tem como objetivo oferecer reflexões teóricas e práticas acerca da experiência de atendimento em grupo com gestantes que sofreram óbito fetal. Os atendimentos objetivam a prevenção e a promoção da saúde mental entre as gestantes.
Os encontros com as gestantes acontecem no ambulatório pré-natal do Hospital Universitário de Brasília e são semanais.
Identificou-se falta de reconhecimento social do luto por óbito fetal e de apóio dos profissionais e de iniciativa pública destinada ao enfrentamento dos problemas de saúde da mulher no cuidado com o luto. Os efeitos da negação do luto são nefastos para o psiquismo da mãe, pois obstrui a possibilidade de representação do filho, com prejuízo do teste de realidade. Sugere-se a criação de um espaço de escuta para que a mãe possa ressignificar os sentimentos vivenciados neste contexto, capacitação de profissionais da saúde.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Egoísta, eu?
Na semana passada o tema foi trazido por uma jovem estudante que tem participado do nosso grupo nos últimos dois meses. Segundo ela o seu namorado tem falado que ela é egoísta. Perguntei se ela concordava e ela disse: “Eu acho que sou egoísta mesmo!”
Enquanto ela falava fizemos várias perguntas com o objetivo de que ela percebesse quando começou a agir desta forma, o que a levou a ser assim. Ela contou que quando era pequena passou um período muito doente, ficava internada por meses. Nesta época sua mãe ficava por conta dela, cuidando e paparicando.
No momento da partilha um participante contou que por ter sofrido muito na vida decidiu ser egoísta e orgulhoso, como uma forma de se proteger. Nos relacionamentos amorosos ele diz não se entregar para não sofrer e que prefere que a parceira sofra. Outra pessoa contou que também se sente egoísta na relação com o marido e que ele reclama de suas atitudes.
Parece que só identificamos nosso egoísmo na relação com o outro se estamos sós ou se alguém não nos mostra nossa postura não a percebemos. Por outro lado é complicado afirmar que somos egoístas só pelo olhar do outro. E se o outro for o egoísta da relação e quiser que eu ceda cada vez mais com este argumento?
No caso trazido pela jovem ela se reconhece como egoísta e diz querer mudar para se relacionar melhor com o namorado e os amigos. Ela quer ver o lado do outro, o que parece ser muito saudável. Concluímos que quando o assunto é egoísmo devemos buscar o equilíbrio, nem tanto ao céu, nem tanto ao mar! Nem ficar com a coberta toda, nem ficar descoberto! domingo, 29 de maio de 2011
Dinâmica de apresentação
Esta semana aprendemos uma dinâmica de apresentação. Com todos em círculo e em pé uma pessoa inicia a apresentação. Ela sai caminhando por fora da roda, enquanto todos podem, ou não, estar cantando uma música. A primeira pessoa para por trás da que escolheu, esta se vira e as duas se apresentam. Falando o nome e um adjetivo que comece com a mesma letra do nome. Por exemplo: Olá, meu nome é Regina e eu sou radiante; Muito prazer eu sou João e me sinto jovem!
A primeira pessoa que caminhou passa a ocupar o lugar da que foi escolhida. A segunda sai e escolhe outra e se apresenta (pode nesta outra apresentação falar outra qualidade que possui) e assim sucessivamente. Achei interessante que todos ajudavam a outra pessoa a se qualificar positivamente. Algumas vezes cantávamos músicas com os predicados que as pessoas se davam. Após a segunda pessoa se apresentar e dizer, por exemplo: eu sou bonita. O grupo espontaneamente iniciava uma música com a palavra bonita. Mas esta parte fica a cargo da espontaneidade. Assim, além de ter uma qualidade reconhecida no grupo a pessoa ganha uma música!
Após todos se apresentarem e se qualificarem podemos sentar e comentar como foi pra cada um falar publicamente uma ou duas qualidades que possui. Para algumas pessoas é super difícil o que torna um exercício rico.
Se você fizer com o seu grupo me conte como foi!!
sábado, 7 de maio de 2011
Ser mãe...uma vocação de toda mulher?
Esta semana fizemos uma roda um pouco diferente, com um tema estabelecido: qual a sua experiência com a maternidade? Muitas mulheres partilharam ... Uma delas contou-nos sua experiência na luta por ser mãe com gravidez de alto risco, seu primeiro filho nasceu morto, a segunda gestação também foi de alto risco, na terceira ela engravidou com o DIU: "foram 8 meses de pavor!"
Lá pelas tantas ela disse: "afinal o sonho de toda mulher é ser mãe!" Será? perguntei eu. Eu acho que a maternidade é uma opção, ou deveria ser. Aprendemos desde pequenas a brincar de boneca. Dizem que estamos ensaiando para ser mãe. Rubem Alves, como todo psicanalista, acha que brincadeira é coisa séria. Então, brincamos por brincar, não para ensaiar algo que faremos no futuro. É claro que no brincar desenvolvemos habilidades, mas este não é o objetivo da brincadeira. Brincamos de boneca porque todas brincam, não para aprender a ser mãe, como nossa mãe. Talvez apenas imitamos nossa mãe, como quando calçávamos seus sapatos altos.
Ser mulher e ser mãe são dois lados de uma mesma moeda, como possibilidades de estarem juntas, mas não necessidade. Em nosso discurso os dois lados são apresentados como uma certeza! Eu acho que aprendemos que devemos desejar ter filhos, é um sonho aprendido!
É importante dizer que não estou falando, apenas, de gerar ou parir filhos. Você pode parir e nunca ser visitada pelos sentimentos de angústia, medo, amor, ternura, saudade, responsabilidade, alegria, culpa e preocupação que fazem parte de toda maternidada. Mas pode sentir estes afetos maternais sem ter parido.
Amo profundamente os meus filhos, é óbvio! Mas se eu não os tivesse minha vida não seria vazia. Uma mulher pode fazer mil coisas que não seja ter filhos. Se, por acaso, você tem dúvidas se realmente deseja ter filhos, não se envergonhe. Você é normal sim!!! Ser mãe não é vocação de toda mulher, é uma escolha. Eu amei a minha escolha, e você?domingo, 1 de maio de 2011
"Todas as portas se fecharam para mim"
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Ambivalência na relação mãe e filha
Nossa última roda de TCI mobilizou quase todos os participantes. Uma participante contou-nos que descobriu ter uma doença, com a qual terá que conviver por algum tempo, disse que se sentia angustiada com a situação e sozinha por estar longe da mãe. Também compartilhou sentimentos que se alteram com certa facilidade, como alegria e tristeza. Ao abrir para que os outros pudessem contar suas experiências o tema foi naturalmente se focando na relação mãe e filha(o). domingo, 27 de março de 2011
Uma dinâmica pra relaxar
Iniciamos nossa roda massageando nossas mãos. Você pode fazer os movimentos semelhantes aos da reflexologia, e todos repetem. Em seguida pedi que todos fechassem os olhos e espontaneamente continuassem massageando suas mãos. Enquanto isso, refletimos sobre o que fazemos ou poderíamos fazer com as mãos. Cada um foi falando o que veio a mente: "faço carinho em minha filha", "uma comida gostosa". Falamos sobre a capacidade que temos de abençoar ou não com nossas mãos. sexta-feira, 25 de março de 2011
Histórias que se repetem...ou não!
O tema escolhido foi o de Ana: seu irmão está em crise de abstinência do álcool e tem apresentado alucinações persecutórias, o que desestabiliza e apavora toda a família. No momento da partilha um participante compartilhou sua história: meu pai bebeu a vida toda, hoje meu irmão também é alcoolatra e dá muito trabalho para toda a família. Outra participante contou que seu sogro bebeu por mais de 30 anos, como seu esposo, no período de abstinência ele teve muitas alucinações, mas que a família o apoiou e ele superou o vício por muitos anos. Uma terceira pessoa também tem um pai alcólatra, mas que ela quis construir uma família sem vícios, na casa dela não entra bebidas.terça-feira, 22 de março de 2011
Páscoa: o sol vai nascer outra vez!
O Cristo se fez carne e habitou entre nós, morreu e ressuscitou. A ressurreição é uma das metáforas mais belas e que me enche de esperança. A mitologia e a literatura estão repletas desta simbologia. Até a natureza nos fala da metamorfose: a lagarta se transforma em borboleta. Outra metáfora da ressurreição. segunda-feira, 21 de março de 2011
"Só reconheço no outro o que conheço em mim"
A história do Raimundo se confunde com a de muitos Raimundos. Mas a história dele é ímpar, porque só ele a conhece do seu ponto de vista. O participante desta semana veio do Maranhão, sua mãe faleceu no parto de seus irmãos gêmeos, deixando cinco filhos. Um ano depois, o pai ganhou o mundo e nunca mais voltou. As crianças foram criadas pela avó e ele se sentiu desamparado. A questão que ele trouxe para a roda foi: "todo lugar que vou ou trabalho fico incomodado quando vejo pessoas sendo injustiçadas...eu sempre quero proteger as pessoas...um dia eu me joguei na porta do ônibus, para que ela não se fechasse numa criança, fiquei todo machucado".
Para transmitir o que eu sentia enquanto ele nos contava, usei como recurso recontar a sua história na primeira pessoa, com algumas interpretações. Por exemplo: "eu me joguei na porta do ônibus, porque não tem problema eu me machucar, afinal a vida já me machucou tanto! ... eu queria proteger aquele garoto, porque quando eu precisei de proteção, ninguém me protegeu!" Em seguida perguntei: você sente que é a mesma história? Ele disse que sim. Então trabalhamos a projeção que ele faz quando se incomoda tanto com as injustiças que identifica. Parece que o Raimundo sofre com as muitas injustiças que presencia porque ele se sente injustiçado pela vida.
Algumas vezes eu não percebo que quando defendo uma causa é porque ela é, antes de qualquer coisa, a minha causa. Um dos princípios da TCI é que eu só reconheço no outro o que eu conheço em mim. Se isso é verdade, de alguma forma, o outro é meu espelho. Então, é na relação com o outro que eu me reconheço. A TCI permite que cada participante, inclusive o terapeuta, se compreenda melhor.sábado, 12 de março de 2011
Resiliência: Rejeição e amor próprio
quarta-feira, 9 de março de 2011
Quando o medo de sofrer paralisa
Algumas vezes o medo de vivenciar tudo que já nos fez sofrer nos paralisa, mesmo quando não temos consciência disso. Nesta semana uma participante muito querida, que está no grupo desde 2008 nos conta que está muito angustiada com a possibilidade de reaproximação com o ex marido. A separação fora muito dolorosa, por traição, agora ele almoça lá todos os dias e pediu a chave da casa. Ela tem dificuldades de dizer não e quando o faz se sente culpada. Assim, ele foi chegando e ela paralisando. Por medo de uma nova rejeição ela não consegue agir/reagir.
Forma-se um círculo vicioso, quando as sensações provocam mais medo e o medo provoca mais sensações, que provocam... por defesa ficamos como uma estátua, imóvel. Quando paralisamos, ficamos vulneráveis, permitimos que o outro se aproxime e controle a situação. É preciso, de alguma forma, sair da zona de “conforto”. Tirar as amarras e caminhar livremente.
Acredito que medo pode ser desejo. Medo de reatar seria desejo de reatar. Medo de sofrer seria desejo de sofrer tudo outra vez. Quero deixar claro que estou falando de um nível inconsciente, não é racional. Conscientemente ninguém quer sofrer, se punir, ou achar que merece pagar por algo. Quanto a nossa amiga, eu penso que a pergunta não deve ser: eu devo reatar com ele? Penso que a pergunta deveria ser: eu quero reatar? E agir, caminhar, em função da resposta.
Se eu quero reatar eu posso arriscar. A beleza da vida está em arriscar-se, lançar-se para experimentar o novo, ou dar uma nova chance ao velho. Imobilizado (a) pelo medo você não pode viver livremente. Ao final da nossa roda eu disse à participante: seja qual for a sua escolha a faça com dignidade e respeito por si. Seja qual for a sua escolha a faça por você e por mais ninguém! Formação em Terapia Comunitária pela Prefeitura de Guaxupé
De forma prática, a Terapia Comunitária é um instrumento de transformação de vidas, especialmente de vidas em estado de vulnerabilidade, seja social ou emocional e não necessita da intermediação de um psicólogo. O curso foi composto por 4 módulos, com uma carga horária de 160 horas de teoria e vivências, 120 horas de práticas em Terapia Comunitária e 80 horas de Intervisão. Na noite da sexta-feira, 26 novos terapeutas comunitários se formaram.
A cerimônia aconteceu no Teatro Municipal e foi marcada por depoimentos emocionantes e pela empolgação de todos ao apresentar resultados impressionantes como a diminuição e até a interrupção do uso de medicamentos de pessoas que participam de algum dos 8 grupos que a cidade já conseguiu formar.
Todos os alunos, hoje terapeutas, são unanimes em destacar a mudança que a participação no curso promoveu em suas vidas e que todos têm um novo olhar sobre o valor da conversa, sobre o valor de se compartilhar a vida com outras pessoas e especialmente do valor de se implantar vários núcleos de terapia comunitária em toda a cidade.
A Terapia Comunitária teve sua efetividade comprovada pelo SUS e será adotada nas Unidades Básicas de Saúde. Nesse sentido Guaxupé está um passo à frente da maioria dos municípios brasileiros e a previsão é que em breve, uma nova turma para o curso será aberta e com mais profissionais capacitados, mais comunidades serão beneficiadas.
Fonte: Prefeitura de Guaxupé
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Pipoca na panela...pipoca aqui, pipoca ali!
A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é como uma panela aquecida e nós, o milho que começaria a pipocar. Na nossa roda de TCI aconteceu mais ou menos isso. Uma pessoa disse: "Eu sempre fui rejeitada pelos meus pais...minha mãe deixou meu pai, depois eles arrumaram outros parceiros e ninguém nunca me deu carinho...ainda hoje eu sou muito carente".
Quando eu perguntei ao grupo quem havia recebido carinho de menos, foi um monte de pipoca estourando na terapia. Muitos queriam falar e sei que todos tinham o que contar. Um rapaz foi criado sem o pai, que fazia falta, mas ele passou a valorizar o que ele tinha: o amor da família materna e não o que faltava.
Outra participante contou que sua mãe fora embora de casa quando ela tinha 6 meses e foi criada por madrastas, avós, madrinhas. Depois ela disse: "eu dei para os meus filhos todo o amor que eu não recebi". Falamos sobre sua resiliência, a capacidade de transformar carencia em competência.
Uma terceira fora adotada e disse que nunca recebeu amor como as irmãs, filhas legítimas. Nós ressaltamos o fato de ela ter sido amada duas vezes, pela mãe que lhe deu a vida e quis proporcionar lhe uma vida melhor e pela mãe adotiva que a escolheu como filha, para amar.
Outra contou que a mãe nunca lhe deu um abraço: "ela esqueceu até do meu aniversário. Mas este ano ela me ligou e disse que me amava". Três mulheres falaram das preferências de sua mãe ou pai por outros filhos que não elas. Uma senhora, com mais de 60 anos, emocionou-se ao lembrar que sua mãe:"até no leito de morte, amou mais o meu irmão que a mim, que sempre estive ao seu lado".
Ao final eu agradeci a pessoa que trouxe o tema, pois nos deu a oportunidade de refletirmos sobre nossas carências. Todos temos um buraco, uma falta dentro de nós, todos sem exceção! A TCI traz à luz o que está escondido para identificarmos o buraco (a falta). Descobrimos, na TCI, que outros tem uma ferida parecida. Há sempre outra pipoquinha, com a mesma dor, estourando na panela.sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O Moisés de Queimados

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Quando o estranho nos fascina
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
TCI e adolescência: Buscando o equilíbrio
A TCI na Argentina
domingo, 30 de janeiro de 2011
TERAPIA DO ELOGIO por Arthur Nogueira (Psicólogo)
Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não se valoriza mais as qualidades, só se ouve críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos que fazem elogios.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto e sempre se apresentar bem.
Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo nos lares, o excesso de orgulho, impedem que as pessoas digam o que sentem, levando assim essa carência para dentro dos consultórios médicos. Acabam com seu casamento porque procuram em outras pessoas o que não conseguem em casa.
Vamos valorizar nossas famílias, amigos, alunos, mestres, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, a sinceridade, a lealdade, a confiança, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim, nós todos vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, em que é impossível viver sozinho, e os elogios são a motivação da nossa vida.
Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje, elogiando-as de alguma forma?
Declarando-lhes amor, agradecendo a companhia, elogiando seu trabalho, sua maneira de ser!Como será o amanhã?
Todos dizem que o tempo tá passando mais rápido. O ano mal começa e de repente, já acabou. O presente só existe por um breve momento, cadê o presente? Já passou! E o futuro? A Deus pertence?
Quando somos jovens e desejos em realizar sonhos somos mobilizados pela pergunta: Como será o meu amanhã? Vou me realizar profissional, afetiva, espiritual e financeiramente? Este foi o tema da nossa roda na semana passada. Um jovem ansioso em relação ao seu futuro. Mas enquanto ele falava e nós o ajudávamos a nomear os seus sentimentos ele descobriu que o que o incomodava naquela tarde era sua vida amorosa. Segundo ele sua namorada não tem a mesma perspectiva de futuro que ele. Então abri para o grupo.
Quem já esteve em um relacionamento no qual não via futuro e como superou? Refiz a pergunta várias vezes, como nos orienta Paulo Freire. Se a pessoa não entendeu explique outra vez de um jeito diferente. Algumas participantes compartilharam seus conflitos passados e a forma como superaram os relacionamentos sem futuro para si e para os filhos.
Terminamos a roda seguros de que todos vivemos incertezas e momentos difíceis, mas que somos capazes de superá-los quando falamos, refletimos, aprendemos com o outro e nos enchemos de esperança no grupo. São as nossas atitudes hoje que orientam o nosso futuro. É preciso saber onde se quer chegar para saber a vigem que devem os fazer e quem será nossa (o) companheira (o) de jornada.sábado, 15 de janeiro de 2011
A catástrofe no Rio de Janeiro como tema escolhido numa roda
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Algumas reflexões sobre a papel do terapeuta comunitário ( por Nicole Hugon)
- Um bom domínio da técnica de animação do grupo de TC.
- Um trabalho pessoal de conscientização e crescimento, sobretudo na percepção de suas próprias pérolas: descoberta de seus recursos e competências adquiridas na superação de suas dificuldades, lhe permitindo confiar na capacidade do outro quando na superação dos obstáculos e na busca de soluções.
- Um engajamento na comunidade com a qual compartilha o mesmo objetivo de crescimento e melhor qualidade de vida.
Nessas três dimensões é fundamental que o terapeuta caminhe ao lado da comunidade ao invés de uma atitude de cima para baixo. A ética da TC, seu valor fundamental, reside, sem duvida, nas possibilidades da relação horizontal, rompendo com o esquema tradicional da função do cuidador ou expert, onde aquele que sabe deve assumir uma posição vertical sobre aquele que sofre. Para nos, profissionais do cuidado, assumir a horizontalidade exige um esforço consciente sobre si mesmo, sempre renovado, jamais vencido a priori, qualquer que seja nossa boa vontade. Se trata de uma revolução cultural penosa. Ela exige, portanto, contradizer nossa ética profissional quotidiana, que nos propicia a responsabilidade solitária de competência e eficácia. Nosso risco permanente é regredir a posição original sempre que nos sentirmos em dificuldade no seio do grupo, por uma razão ou por outra.
A TC como formadora de novos padrões vinculares (parte 2)
domingo, 26 de dezembro de 2010
A magia do natal na arte da reformulação do ser (Nélio Azevedo)
Deus sacrificou seu único filho para te salvar Com esse gesto produziu uma cor - o amar Seus ensinamentos criaram outras cores Para que te construa, também, com valores Dentre outras coisas, te fez livre e inteligente Daí em diante, deu as tintas para que cada um se pinte Não te impede que peça alguém para fazê-lo Mas não se responsabiliza se não resultar num modelo Como colocar em prática os objetivos dessa missão Se faltavam instrumentos para facilitar a ação? Visando à criatividade, como a textura pastel Ofereceu o pincel Para numa tela em branco te pintar Ou em outra precisando de se reformar Ele oportunizou a motivação Como produtora de emoção Quando Jesus menino foi pintado para cumprir sua missão Foi esperado com festa em conjunção de coração Por isso, nem precisa de inspiração Use esse modelo cristão Visando sarar as feridas da sua época infantil Que é o que incomoda em cada adulto, de pueril Neste caso é seu próprio nenê Que só espera isso de você Faça escolhas com a íris Das cores do arco-íris Não se esqueça da magia Nem economize na energia Comprometa-se com o novo Que te resgate do ovo Mude o que não podia Construa sua autonomia Adicione nesse infante os ritos Seja tolerante com os gritos Preencha espaços com correria Pra que ele só tenha alegria Investigue as cores da tristeza, Substitua tudo por beleza Identifique o tom da dor E cubra-o todo com amor Cuide dos olhos com atenção Selecione o canal da satisfação Substitua as gotas do amargoso Pelas do brilho gostoso O sacrifício de Jesus não foi inútil Ele não faria isso por alguém fútil Não poupe pinceladas de orgulho de ti, Pois há registros do sangue e do amor dele por ti! Não cuide só da emoção Ou do que for crítico Fortaleça com tinta o coração Combine cores que desenvolvam o corpo e enfatizem espírito Pincelando no corpo um templo, um ninho, Retribua todo esse imenso carinho Destacando a intensa cor da bondade Para que se harnonize com a cor da divindade Você, que está sendo produzido, se não estiver sendo atendido Desgrude da tela, use a paleta para combinar o que te faz sentido Crie um matiz do poder, que foi herdado Para valorizar o que foi por ti realizado Tenha coragem de acrescentar algo mais do que quiser Receba tua criança restaurada pela fantasia da chaminé Seja, também, o presente dela - barba branca, gorro, roupa, tudo vermelho Dançem uno com a sinfonia das estrelas, como com a tua imagem no espelho É preciso ousar com o que se faz Para se ter um Natal da cor da paz. É preciso muita coragem para fazê-lo, Não é apenas esperando merecê-lo. Então, instrumentalizado, construa neste natal Utilizando todo esse arsenal Objetivando a reformulação do serEssa belíssima obra – você!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Matéria sobre a TCI no Correio Braziliense (Clique aqui)
O Correio Braziliense fez uma matéria, de Márcia Neri, sobre a Terapia Comunitária (TC). Eles entrevistaram o Dr. Adalberto Barreto e visitaram dois grupos de TC em Brasília: dos Correios e do TST. Clicando no título desta postagem você tem acesso à matéria, com o depoimento de alguns participantes e trecho de um artigo meu.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A TC como formadora de novos padrões vinculares (parte 1)
sábado, 4 de dezembro de 2010
Não desistir do outro que está doente
A roda de hoje mal terminou e já corri pra “blogar”. O Mismec-DF está visitando todas as rodas do DF e a nossa foi a primeira a receber dois terapeutas: Iris e Pedro. Foi uma alegria recebê-los. A idéia é realizar um recadastramento de todas as rodas e terapeutas atuantes. Se você tem uma roda de TC procure o Mismec-DF, se aproxime, o Mismec-DF quer estar mais próximo de você em 2011. Eu estou amando a idéia.
Vamos ao tema desta TC, a penúltima roda do ano. Uma participante trouxe sua preocupação e angústia com um sobrinho que está ‘vivendo’ no mundo das drogas. Ela disse: me sinto muito fraca, incapaz de ajudá-lo, meu coração dói. Eles cresceram juntos, como irmãos e ela não sabe o que fazer para ajudá-lo.
Lancei o seguinte mote: Quem já se sentiu angustiado querendo ajudar alguém e o que fez pra superar esta angústia? Houve várias respostas: eu esperei a pessoa pedir ajuda; eu orei a Deus; eu me mostrei disponível; eu fui ao encontro da pessoa; eu fiz a minha parte, orientei e ofereci ajuda de forma concreta; eu e minha família superamos as dificuldades com AMOR.
Concluímos, com a restituição a pessoa angustiada, que quando ela pensa não ter mais força descobre uma brasa no coração que a desperta, a brasa se converte em labaredas de fogo, que a capacita a não desistir da pessoa que ama.




