Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não se valoriza mais as qualidades, só se ouve críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos que fazem elogios.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto e sempre se apresentar bem.
Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo nos lares, o excesso de orgulho, impedem que as pessoas digam o que sentem, levando assim essa carência para dentro dos consultórios médicos. Acabam com seu casamento porque procuram em outras pessoas o que não conseguem em casa.
Vamos valorizar nossas famílias, amigos, alunos, mestres, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, a sinceridade, a lealdade, a confiança, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim, nós todos vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, em que é impossível viver sozinho, e os elogios são a motivação da nossa vida.
Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje, elogiando-as de alguma forma?
Declarando-lhes amor, agradecendo a companhia, elogiando seu trabalho, sua maneira de ser!domingo, 30 de janeiro de 2011
TERAPIA DO ELOGIO por Arthur Nogueira (Psicólogo)
Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde se nota que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não se valoriza mais as qualidades, só se ouve críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos que fazem elogios.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto e sempre se apresentar bem.
Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo nos lares, o excesso de orgulho, impedem que as pessoas digam o que sentem, levando assim essa carência para dentro dos consultórios médicos. Acabam com seu casamento porque procuram em outras pessoas o que não conseguem em casa.
Vamos valorizar nossas famílias, amigos, alunos, mestres, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, a sinceridade, a lealdade, a confiança, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim, nós todos vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, em que é impossível viver sozinho, e os elogios são a motivação da nossa vida.
Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje, elogiando-as de alguma forma?
Declarando-lhes amor, agradecendo a companhia, elogiando seu trabalho, sua maneira de ser!Como será o amanhã?
Todos dizem que o tempo tá passando mais rápido. O ano mal começa e de repente, já acabou. O presente só existe por um breve momento, cadê o presente? Já passou! E o futuro? A Deus pertence?
Quando somos jovens e desejos em realizar sonhos somos mobilizados pela pergunta: Como será o meu amanhã? Vou me realizar profissional, afetiva, espiritual e financeiramente? Este foi o tema da nossa roda na semana passada. Um jovem ansioso em relação ao seu futuro. Mas enquanto ele falava e nós o ajudávamos a nomear os seus sentimentos ele descobriu que o que o incomodava naquela tarde era sua vida amorosa. Segundo ele sua namorada não tem a mesma perspectiva de futuro que ele. Então abri para o grupo.
Quem já esteve em um relacionamento no qual não via futuro e como superou? Refiz a pergunta várias vezes, como nos orienta Paulo Freire. Se a pessoa não entendeu explique outra vez de um jeito diferente. Algumas participantes compartilharam seus conflitos passados e a forma como superaram os relacionamentos sem futuro para si e para os filhos.
Terminamos a roda seguros de que todos vivemos incertezas e momentos difíceis, mas que somos capazes de superá-los quando falamos, refletimos, aprendemos com o outro e nos enchemos de esperança no grupo. São as nossas atitudes hoje que orientam o nosso futuro. É preciso saber onde se quer chegar para saber a vigem que devem os fazer e quem será nossa (o) companheira (o) de jornada.sábado, 15 de janeiro de 2011
A catástrofe no Rio de Janeiro como tema escolhido numa roda
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Algumas reflexões sobre a papel do terapeuta comunitário ( por Nicole Hugon)
- Um bom domínio da técnica de animação do grupo de TC.
- Um trabalho pessoal de conscientização e crescimento, sobretudo na percepção de suas próprias pérolas: descoberta de seus recursos e competências adquiridas na superação de suas dificuldades, lhe permitindo confiar na capacidade do outro quando na superação dos obstáculos e na busca de soluções.
- Um engajamento na comunidade com a qual compartilha o mesmo objetivo de crescimento e melhor qualidade de vida.
Nessas três dimensões é fundamental que o terapeuta caminhe ao lado da comunidade ao invés de uma atitude de cima para baixo. A ética da TC, seu valor fundamental, reside, sem duvida, nas possibilidades da relação horizontal, rompendo com o esquema tradicional da função do cuidador ou expert, onde aquele que sabe deve assumir uma posição vertical sobre aquele que sofre. Para nos, profissionais do cuidado, assumir a horizontalidade exige um esforço consciente sobre si mesmo, sempre renovado, jamais vencido a priori, qualquer que seja nossa boa vontade. Se trata de uma revolução cultural penosa. Ela exige, portanto, contradizer nossa ética profissional quotidiana, que nos propicia a responsabilidade solitária de competência e eficácia. Nosso risco permanente é regredir a posição original sempre que nos sentirmos em dificuldade no seio do grupo, por uma razão ou por outra.
A TC como formadora de novos padrões vinculares (parte 2)
domingo, 26 de dezembro de 2010
A magia do natal na arte da reformulação do ser (Nélio Azevedo)
Deus sacrificou seu único filho para te salvar Com esse gesto produziu uma cor - o amar Seus ensinamentos criaram outras cores Para que te construa, também, com valores Dentre outras coisas, te fez livre e inteligente Daí em diante, deu as tintas para que cada um se pinte Não te impede que peça alguém para fazê-lo Mas não se responsabiliza se não resultar num modelo Como colocar em prática os objetivos dessa missão Se faltavam instrumentos para facilitar a ação? Visando à criatividade, como a textura pastel Ofereceu o pincel Para numa tela em branco te pintar Ou em outra precisando de se reformar Ele oportunizou a motivação Como produtora de emoção Quando Jesus menino foi pintado para cumprir sua missão Foi esperado com festa em conjunção de coração Por isso, nem precisa de inspiração Use esse modelo cristão Visando sarar as feridas da sua época infantil Que é o que incomoda em cada adulto, de pueril Neste caso é seu próprio nenê Que só espera isso de você Faça escolhas com a íris Das cores do arco-íris Não se esqueça da magia Nem economize na energia Comprometa-se com o novo Que te resgate do ovo Mude o que não podia Construa sua autonomia Adicione nesse infante os ritos Seja tolerante com os gritos Preencha espaços com correria Pra que ele só tenha alegria Investigue as cores da tristeza, Substitua tudo por beleza Identifique o tom da dor E cubra-o todo com amor Cuide dos olhos com atenção Selecione o canal da satisfação Substitua as gotas do amargoso Pelas do brilho gostoso O sacrifício de Jesus não foi inútil Ele não faria isso por alguém fútil Não poupe pinceladas de orgulho de ti, Pois há registros do sangue e do amor dele por ti! Não cuide só da emoção Ou do que for crítico Fortaleça com tinta o coração Combine cores que desenvolvam o corpo e enfatizem espírito Pincelando no corpo um templo, um ninho, Retribua todo esse imenso carinho Destacando a intensa cor da bondade Para que se harnonize com a cor da divindade Você, que está sendo produzido, se não estiver sendo atendido Desgrude da tela, use a paleta para combinar o que te faz sentido Crie um matiz do poder, que foi herdado Para valorizar o que foi por ti realizado Tenha coragem de acrescentar algo mais do que quiser Receba tua criança restaurada pela fantasia da chaminé Seja, também, o presente dela - barba branca, gorro, roupa, tudo vermelho Dançem uno com a sinfonia das estrelas, como com a tua imagem no espelho É preciso ousar com o que se faz Para se ter um Natal da cor da paz. É preciso muita coragem para fazê-lo, Não é apenas esperando merecê-lo. Então, instrumentalizado, construa neste natal Utilizando todo esse arsenal Objetivando a reformulação do serEssa belíssima obra – você!
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Matéria sobre a TCI no Correio Braziliense (Clique aqui)
O Correio Braziliense fez uma matéria, de Márcia Neri, sobre a Terapia Comunitária (TC). Eles entrevistaram o Dr. Adalberto Barreto e visitaram dois grupos de TC em Brasília: dos Correios e do TST. Clicando no título desta postagem você tem acesso à matéria, com o depoimento de alguns participantes e trecho de um artigo meu.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A TC como formadora de novos padrões vinculares (parte 1)
sábado, 4 de dezembro de 2010
Não desistir do outro que está doente
A roda de hoje mal terminou e já corri pra “blogar”. O Mismec-DF está visitando todas as rodas do DF e a nossa foi a primeira a receber dois terapeutas: Iris e Pedro. Foi uma alegria recebê-los. A idéia é realizar um recadastramento de todas as rodas e terapeutas atuantes. Se você tem uma roda de TC procure o Mismec-DF, se aproxime, o Mismec-DF quer estar mais próximo de você em 2011. Eu estou amando a idéia.
Vamos ao tema desta TC, a penúltima roda do ano. Uma participante trouxe sua preocupação e angústia com um sobrinho que está ‘vivendo’ no mundo das drogas. Ela disse: me sinto muito fraca, incapaz de ajudá-lo, meu coração dói. Eles cresceram juntos, como irmãos e ela não sabe o que fazer para ajudá-lo.
Lancei o seguinte mote: Quem já se sentiu angustiado querendo ajudar alguém e o que fez pra superar esta angústia? Houve várias respostas: eu esperei a pessoa pedir ajuda; eu orei a Deus; eu me mostrei disponível; eu fui ao encontro da pessoa; eu fiz a minha parte, orientei e ofereci ajuda de forma concreta; eu e minha família superamos as dificuldades com AMOR.
Concluímos, com a restituição a pessoa angustiada, que quando ela pensa não ter mais força descobre uma brasa no coração que a desperta, a brasa se converte em labaredas de fogo, que a capacita a não desistir da pessoa que ama.segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Quem já foi obrigado a fazer algo que não queria?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
"Você não sabe o quanto eu caminhei pra chegar até aqui"
Fazendo perguntas descobrimos que a dificuldade da participante em aceitar o novo, o diferente, em sua vida iniciou, segundo ela, numa experiência do passado. Chegou-se ao tema latente (pode haver várias causas inconscientes), a dificuldade de perdoar alguém do passado.
Quando fui lançar o mote perguntei a ela. Você gostaria de ouvir sobre a dificuldade em lidar com as mudanças ou em vivenciar o perdão. Imediatamente ela disse: minha maior dificuldade é perdoar. Então lancei o mote: Quem já teve dificuldade em perdoar e depois conseguiu e como se sentiu? Silêncio total!
As participantes que falaram apenas se identificavam com o tema, tinham a mesma dificuldade. Quando todos numa roda de TC vivenciam o mesmo problema fica difícil trabalhar o tema por identificação, temos que apelar para a criatividade. Como nenhum dos 25 participantes superou o problema eu contei um caso, um exemplo de superação, de alguém que conseguiu perdoar e não ficou na beira da estrada vendo a vida passar.
A falta do perdão obstrui a vida e a pessoa não consegue “sair do lugar”, por medo do desconhecido privando-se de seguir no caminho e descobrir o que há depois da curva. domingo, 7 de novembro de 2010
Matéria sobre a TC no uol ciência e saúde
Saiba como é uma roda de terapia comunitária Carla Prates Do UOL Ciência e Saúde Terapia traz alívio ao sofrimento causado por conflitos emocionais o método diminui encaminhamento para serviços de saúde. Terapia comunitária é diferente de psicoterapia. O método começa a ser levado a outros países.Um senhor, meio sem jeito, que nunca havia participado resolve falar: “Estou com um problema de relacionamento em casa. Moro com meu filho, minha nora e a netinha. Queria que eles tivessem mais consideração comigo”, desabafa o senhor, meio sem jeito, em uma roda de terapia comunitária de um parque da cidade de São Paulo. Confortado por uma das terapeutas, ele toma coragem e continua: “se eu não falo com meu filho, ele não fala comigo. Se eu conversar ele responde, mas não para me satisfazer”. Alguém diz que a situação faz lembrar a do pai que já morreu: “às vezes, queria conversar com ele, mas tinha alguma barreira, não conseguia tirar esse bloqueio”. O problema do senhor é eleito para ser compartilhado por todos na roda. E logo vem a pergunta: “o seu filho sabe que o senhor se sente assim? Não. E o que poderia acontecer se vocês conversassem sobre isso?” Ele muda de assunto, relata que sente muita insônia, vive sozinho e tenta se distrair. E a nova questão, agora para o grupo todo compartilhar suas experiências de vida: “Quem já teve dificuldade para expressar o que sente para outra pessoa que gosta e como fez para resolver? Surge um leque de respostas: “Já tive e guardei para mim mesma, fiquei sentida, mas não falo porque sei que é assim, as pessoas não ouvem”; “eu já falo das minhas necessidades, procuro sempre encontrar um amigo ou companheiro que me ouça porque isso resolve, eu que não deixo minha pressão subir”; “eu também tento comunicar a outra pessoa o que sinto de maneira respeitosa, não cobrando o outro porque daí ele pode ficar na defensiva”... O senhor ouve os depoimentos, atento. Antes do término, cada um relata o que aprendeu naquele dia: “que somos todos semelhantes e temos sempre algo a compartilhar”; “que nunca sabemos tudo da vida, mas sabemos um pouco de tudo e podemos fazer diferente”. O senhor, agora um pouco mais à vontade, agradece: “queria dizer obrigado a todos vocês”. E por aí a roda seguiu até o fim, com alguém puxando a música: “viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz...”. O senhor sorriu enfim e se uniu ao coro das vozes.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Cora Coralina
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina. O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.
Não sei ...se a vida é curta ou longa demais para nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
O que importa na vida não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher. Cora Coralina
terça-feira, 2 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Uma dinâmica na hora da partilha?
Estive ausente por algumas semanas, férias. Agora vamos retomar com a rotina e com o blog. Durante três semanas o grupo de Terapia Comunitária com os adultos foi conduzido por um amigo, terapeuta corporal com formação também em arte terapia: Ivan Rezende. Que há mais de um ano conhece e colabora com o grupo sempre que pode.
É sempre bom um outro olhar e uma nova atitude com um grupo regular de terapia, seja qual for a linha que você segue. O grupo esteve com este terapeuta por três semanas. Nesse tempo ele propôs ações diversas da TC. Em especial quero compartilhar aqui uma atividade muito interessante que ele conduziu.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Matéria sobre a TC com o grupo de trabalhadores, por Marta Crisóstomo.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A TC é dinâmica e nos dá oportunidade para criar
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Quando a boca cala o corpo fala
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
"O perdão é a chave para a liberdade"
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Os benefícios da Terapia Comunitária, pelos participantes
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Dia do psicólogo e da psicóloga, claro!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Depoimento da Nilda, uma participante da TC
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Reiniciando o grupo com adolescentes
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Dois anos de vida (link para TC no trabalho)
A Terapia Comunitária com o grupo de terceirizados em um órgão público em Brasília está completando dois anos. Nesses dois anos muitas pessoas foram demitidas ou foram transferidas, outras foram contratadas e entraram para o grupo, algumas deixaram de comparecer aos encontros. Mas há aqueles que estão desde a primeira roda, neles percebemos uma grande evolução.
Para manter um grupo com os mesmos participantes por tanto tempo é preciso muita determinação e criatividade. Para que a proposta não caia numa rotina e para que as pessoas possam aprofundar suas questões o grupo passou a ter um caráter terapêutico. Muitas vezes não há questões práticas a serem compartilhadas, mas marcas profundas deixadas pela vida.
Ter uma dinâmica de interação diferente a cada encontro é um desafio, sempre solicito a contribuição do grupo, nem sempre eles correspondem. Fazer a terapia em apenas uma hora, o tempo que eles são liberados para a roda, também é difícil, especialmente quando o grupo é grande, mais de 30 participantes. Ver uma pessoa que ficou um ano e meio participando das terapias sem compartilhar nada de si, um dia começar a falar e, em duas sessões, contar suas histórias de rejeição ao longo da vida: não tem preço. Parece que foi preciso muito tempo para que ela acreditasse que não seria rejeitada também nesta roda se ela se revelasse.
O que eu aprendi e amadureci em dois anos ... não tem preço. Como diz Adalberto Barreto: “o salário da TC é o salário afetivo”. A todos que já passaram por esta roda e aos que ainda estão aqui: PARABÉNS E MUUUUUITO OBRIGADA!quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Em vez de você ficar pensando nele, pense em ti, chore por ti, liga pra ti...
O tema desta semana foi sobre amor. É sempre bom falar de amor! Veja o resumo da fala da participante: “Estamos juntos a quatro meses. Inventaram umas coisas sobre mim e a família dele acreditou. Então ele disse que não queria ficar namorando escondido, se eu não posso nem ir a casa dele. Hoje foi a gota d’água, ele disse que saiu com outra garota e que vai tentar me esquecer. Estou me sentido humilhada, tá doendo muito. Ele disse pra eu ligar a hora que eu quiser e que podemos ser amigos. Eu não quero ser amiga dele. O que vocês acham que eu devo fazer?”
Nesta roda de TC só havia mulheres e todas começaram a falar pra ela não chorar por homem nenhum e dizer o que ela deveria fazer. Então eu disse que não deveríamos criticá-la ou dar conselhos. Que é muito fácil dizer o que é ideal numa situação desta, mas o ideal, muitas vezes, nem nós conseguimos fazer. Orientei o grupo a contar uma experiência semelhante e como ela foi superada. Algumas contaram como doeu a separação e partilharam suas estratégias para superar o término de um relacionamento. Ao final o grupo se comprometeu a ajudá-la: toda vez que ela ficar pensando em procurá-lo pode ligar pra qualquer uma de nós para desabafar.
Quando um grupo de terapia chega nesse estágio de comprometimento com a dor do outro é porque alcançou um alto nível de solidariedade, compreensão e a cumplicidade. É sinal de que a terapia tem favorecido o desenvolvimento de competências e habilidades sociais que podem ser desenvolvidas para além do grupo.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Luas e luas
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Em comemoração ao dia dos pais
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Qual a sua pérola?
Em Terapia Comunitária aprendemos que todos nós temos uma pérola. Para que uma pérola se forme é preciso primeiro que um grão de areia entre na ostra e a arranhe. Após o ferimento a ostra tenta se proteger forma a pérola. Assim acontece conosco, na maioria das vezes a nossa ferida é transformada em uma pérola, isso tem a ver com nossa capacidade de resiliência.
Na terapia desta semana nós ajudamos uma participante a descobrir a sua pérola. Ela foi abandonada pela mãe aos 9 anos. Teve que cuidar de 4 irmãos mais novos, um com apenas 6 meses. Ela disse: "eu passei a ser mãe dos pirralhos com 9 anos". Ao aprofundarmos um pouco mais descobrimos que ela, sem ter sido cuidada tornou-se uma cuidadora. A mãe voltou após 20 anos e ela cuida da mãe e dos filhos, sozinha. Ao final da roda seus olhos brilhavam de emoção: "nunca tinha visto minha vida desta forma".
Acredito que é um mito dizer coisas como todo abusado será um abusador. É mentira! Muitas pessoas que foram abusadas protegem, cuidam e defendem crianças. É claro que muitos abusadores foram abusados um dia e não conseguiram transformar a ferida em pérola.
Dica de Livro: Ostra Feliz não faz pérola. Rubem alves. Editora Planeta.quinta-feira, 15 de julho de 2010
O que é resiliência?
Resiliência, segundo o dicionário Aurélio, é “a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal deformação elástica”. O termo resiliência, que tem sido usado em TC como a capacidade dos indivíduos em superar as dificuldades contextuais, permitindo aos oprimidos sobreviverem através dos tempos, sendo flexível. É a capacidade que temos de responder de forma mais consciente aos desafios e dificuldades, reagir com flexibilidade diante de circunstâncias desfavoráveis, mantendo um certo equilibrio durante a após as crises. Exemplo de pessoa resiliente é o Pedagogo Roberto Carlos Ramos que soube transformar seus sofrimentos em combustível para mudança. Você é resiliente? Sim, todos somos de alguma forma resilientes. A história do professor Roberto Carlos, que fugiu 132 vezes da FEBEM, é um exemplo de pessoa resiliente. Veja o trailer do Contador de Histórias: http://www.youtube.com/watch?v=uWQ8pQJ_mWk Livro: Flach F. Resiliência: a arte de ser flexível. Traduzido por Wladir D. São Paulo: Saraiva. 1991
Artigo que publiquei
terça-feira, 13 de julho de 2010
Frases de Rubem Alves
"A alma é uma borboleta... há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."
"Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também."
“Amar é ter um pássaro pousado no dedo.
Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que,
a qualquer momento, ele pode voar”.
"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."
"Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança.Está sempre à procura de companheiros para brincar".
"Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantadaou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles".
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Dança da cadeira cooperativa/solidária
Estou com vontade de dar um soco nele!
Dinâmica para dia de aniversário
No curso de intervisores uma colega, terapeuta de São Paulo, compartilhou uma dinâmica, para o dia em que alguém faz aniversário. Na semana seguinte em nossa TC no trabalho, em um órgão público em Brasília, havia uma aniversariante. Com todos em pé, eu disse que estava dando a ela uma sacola (imaginária) e que ela iria passar por cada um recolhendo o que eles iriam desejar para ela. Éramos 23 pessoas, ela encheu sua sacola com: amor, alegria, saúde, esperança, paz, prosperidade, harmonia, sucesso, felicidades, realização de sonhos, beijos, abraços e outras coisas lindas.
A aniversariante ficou muuuuuito satisfeita com sua sacola cheia de coisas positivas.segunda-feira, 5 de julho de 2010
Coméntário instigante, da Mari, sobre a pesquisa
domingo, 27 de junho de 2010
Enquete: o que você mais valoriza numa TC?
Os fatores terapêuticos: integração (Yalon)
No primeiro capítulo, postado no mês passado, Yalon divide a experiência terapêutica em 11 fatores, agora ele discute os três últimos.“Diferentes pacientes beneficiam-se de diferentes fatores terapêuticos”. Cada grupo também considera diferentes fatores como relevantes. Coesão grupal diz respeito a ser aceito pelo grupo, a manter contato íntimo, revelar coisas embaraçosas e mesmo assim ser aceito pelo grupo, não se sentir mais só e sentimento de pertença.
A cartase é necessária, mas não suficiente. Pois é essencial refletir sobre a experiência emocional para a mudança. A autocompreensão é importante para livrar-se de crenças patogênicas. Neste contexto cria-se um ambiente forte e solidário, coeso. Quanto maior a ambigüidade maior a ansiedade e quanto menor a ansiedade menor a ambigüidade e vice-versa. Os fatores existenciais dizem respeito a assumir a responsabilidade total pela forma como o participante conduz a sua vida. Assim a pessoa se empodera para sumir as mudanças necessárias em sua vida. “Ser responsável é ser o autor inconteste de sua vida”.
Outra questão que Yalon destaca é o fato de que nós terapeutas valorizamos nossa técnica e interpretações que fazemos como importantes para o processo terapêutico, enquanto cada indivíduo e grupos específicos avaliam como importantes outros aspectos, como carinho e atenção do terapeuta e do grupo.

