Neste capítulo Yalon divide a experiência terapêutica em 11 fatores primários e discute os primeiros sete:
Instilação de esperança é importante que terapeuta e paciente tenham expectativas semelhantes quanto ao grupo. Ter uma postura positiva diante das questões trazidas é essencial, assim todos começam a compartilhar tais expectativas de sucesso.
A universalidade é quando o paciente descobre que não é único no seu problema, que outros compartilham ou já compartilharam da sua dor. Este aspecto é importante fonte de alívio no início da terapia. segunda-feira, 17 de maio de 2010
Psicoterapia de Grupo: teoria e prática (Irvin Yalon)
Neste capítulo Yalon divide a experiência terapêutica em 11 fatores primários e discute os primeiros sete:
Instilação de esperança é importante que terapeuta e paciente tenham expectativas semelhantes quanto ao grupo. Ter uma postura positiva diante das questões trazidas é essencial, assim todos começam a compartilhar tais expectativas de sucesso.
A universalidade é quando o paciente descobre que não é único no seu problema, que outros compartilham ou já compartilharam da sua dor. Este aspecto é importante fonte de alívio no início da terapia. quinta-feira, 6 de maio de 2010
Descobri que sou mais corajosa do que pensava
A TC da semana passada com o grupo no trabalho foi novamente sobre a greve. Antes os participantes deste grupo de TC iriam realizar a greve, agora eles estavam avaliando a greve. Conseguiram um pequeno aumento de salário e um maior no ticket alimentação. Varias pessoas falaram sobre como se sentiram na semana da greve. Apenas os trabalhadores que participaram da greve contaram suas experiências: “aprendi a lutar contra o medo”; “descobri que sou mais corajosa do que pensava”; “aprendi que a união, realmente, faz a força”.
Percebeu-se que eles estavam muito orgulhosos e comprometidos uns com os outros, a TC foi uma oportunidade para que cada um pudesse avaliar a si mesmo e refletir sobre as conseqüências de suas ações ou omissões.terça-feira, 4 de maio de 2010
Bullyings na escola
A TC com os meninos adolescentes teve como tema os conflitos escolares. Um garoto contou que brigou com a professora, "gorda e chata". Por isso foi expulso da sala de aula. Outro contou que teve todas as notas a baixo da média. Um terceiro disse que se meteu numa encrenca daquelas: "bati num moleque, quebrei o braço dele".
Num primeiro momento ouvimos os três. Em seguida lançamos o mote: Quem já passou por dificuldades na escola e como superou? Após algumas falas, passamos a focar nas formas de violência na escola. Quem já passou por dificuldades com violência na escola e como superou? Como controlar a agressividade?
Vários garotos responderam ao mote com dicas como: Contar até 10 antes de agir, sair de perto do provocador, não provocar, pensar nas consequências (você pode ir pra uma instituição, ou ficar conhecido como o garoto briguento da escola).
Alguém contou que nunca brigou na escola. Concluímos que é difícil controlar a raiva, mas que é possível. O garoto que agrediu disse que vai evitar brigas, porque não quer envergonhar a sua mãe.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
TC com tema preestabelicido
Sofrimento do Trabalhador na TC
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Responsabilidade Social Começa em Casa
Quando falamos em responsabilidade social pensamos em cuidar do planeta, reciclar o lixo ou ceder o espaço físico da empresa para a comunidade. Uma experiência de responsabilidade social inovadora é a Terapia Comunitária no ambiente de trabalho.
Neste grupo percebeu-se que os participantes redescobriram seus potenciais e competências, o que resultou na melhora da auto-estima dos participantes e busca por melhor qualificação. Na TC os trabalhadores compartilham estratégias para conviver melhor com a família, os colegas, o trabalho e a chefia, pois alguns problemas de relacionamento são trazidos para o grupo. Como resultado percebe-se melhoria na comunicação e aumento do sentimento de união.
A empresa não pode ignorar a necessidade que o ser humano tem de verbalizar, de compartilhar e socializar-se. Por aplica-se a qualquer grupo de pessoas a TC pode ser implementada em todos os níveis hierárquicos da empresa, visto que todos necessitam de um espaço para falar. Na TC um aprende com a experiência do outro, o que favorece o acerto. Como, por exemplo: ao ver que um colega ficou doente porque não cuidou de sua saúde no trabalho o outro participante passa a fazer da ginástica laboral uma rotina diária, diminuindo a incidência de doenças ocupacionais.
A instituição que se dispuser a desenvolver um grupo de TC com seus empregados e colaboradores perceberá aumento da integração entre eles; melhoria na comunicação entre os trabalhadores e a instituição; crescimento da motivação e maior busca por qualificação; satisfação com o ambiente de trabalho e maior qualidade de vida e saúde no trabalho. Está comprovado que pessoas que falam sobre seus sentimentos como raiva, mágoa e dificuldade em perdoar possuem mais saúde que pessoas que guardam tudo para si.
Nosso trabalho indica que os órgãos e empresas que demonstram um compromisso social com o trabalhador, no nosso caso o terceirizado, colhem frutos. Valorizar empregados e colaboradores, comprometendo-se com a qualidade de vida dos trabalhadores, é uma das diretrizes para a empresa tornar-se socialmente responsável. A cura de Schopenhauer (final da resenha)
Os seis meses de sessão, antes combinado, parece não ter efeito sobre Philip, que continua aparentemente intocável. Dr. Julius se questiona se de fato quer ajudar o paciente ou quer ver a mudança por vaidade. Mas Philip pede para continuar até à última sessão do grupo e começa a interagir com o grupo: fala, incomoda-se, pensa sobre o que foi trabalhado no grupo durante a semana e começa a se envolver e emocionar-se com as discussões no grupo. Tais comportamentos vão contra a sua filosofia de vida que Philip adota (a de Schopenhauer). Philip percebe que precisa descobrir suas próprias respostas, que a máxima Schopenhaueriana de que “viver é dor e tédio” não vale para todos.
O livro chega ao ápice na penúltima sessão este trecho é narrado de uma forma brilhante que emociona o leitor, levando-o a descobrir que muito do que Schopenhauer escreveu é uma verdade universal: “a vida pode ser comparada a um bordado que no começo da vida vemos pelo lado direito e, no final, pelo avesso. O avesso não é tão bonito, mas é mais esclarecedor, pois deixa ver como são dados os pontos”. Vários trechos levam o leitor a refletir sobre a questão ética no trabalho de um terapeuta. Seria correto usar a filosofia como recurso para aconselhamento terapêutico? Como as sessões seriam conduzidas? Que técnicas seriam usadas? O terapeuta poderia ser apenas um filósofo como Philip ou deveria conhecer técnicas psicoterápicas? Será que alguém como Philip estaria apto a atender pessoas e a ajudá-las? É muito provável que alguém que optou por não se relacionar com outras pessoas não consiga ajudar um outro em suas dificuldades, visto que a maioria das dificuldades humanas decorre da interação com o outro.
Por outro lado possuir habilidade para lidar com o paciente não é suficiente para caracterizar um terapeuta. A motivação para exercer tal profissão é essencial nesta profissão. Além da qualificação e da facilidade em interagir com o paciente o profissional deve querer ajudar. Mesmo que existam outras causas como a vaidade ou orgulho do Dr. Julius não o desqualificam como terapeuta, antes mostra sua humanidade. Nada do que fazemos possui uma única motivação. Sempre há interesses secundários norteando nossas ações.
Todo curioso em conhecer a alma humana e fãs das terapias de grupo tem a obrigação de viajar pelas páginas deste livro.
domingo, 11 de abril de 2010
Minha filha de 14 anos está namorando
segunda-feira, 5 de abril de 2010
A cura de Schopenhauer (continuação)
sábado, 3 de abril de 2010
Sugestão de dinâmica
RESENHA A cura de Schopenhauer
O
Philip
Continua...
YALOM, IRVIN D. (2005). A
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A arte de perguntar na Terapia Comunitária
Cada pergunta formulada pelo terapeuta possui alguma intenção e alguma hipótese a ser testada. Estrategicamente falando, o terapeuta pode estar imbuído de diferentes intenções, ao fazer os quatro tipos de perguntas seguintes: 1. Perguntas lineares (caráter investigativo) 2. Perguntas circulares (caráter exploratório e de curiosidade) 3. Perguntas estratégicas (efeito corretivo) 4. Perguntas reflexivas (desencadeiam uma atitude reflexiva acerca dos sistemas de crença preexistentes na família, pressupondo que seus integrantes são seres autônomos e não podem ser instruídos diretamente) Cada uma dessas perguntas, com as respectivas intenções acima descritas, tende a provocar diferentes efeitos seja nos pacientes como nos terapeutas.
segunda-feira, 29 de março de 2010
A TC como forma de recordar a minha competência
quinta-feira, 25 de março de 2010
Dicas para TC com um grupo regular
A TC como ponte entre o mundo real e o possível
quarta-feira, 24 de março de 2010
A Terapia Comunitária com crianças e adolescentes - modelo de vínculo saudável
Um dos grupos de TC que participo é com meninos, de 8 a 18 anos, da periferia de Brasília. Percebo que em um ano e meio de roda os meninos mudaram a forma de se relacionar conosco. O modelo de vínculo que eles possuem é evitativo ou ambíguo. Por exemplo: um dos garotos do grupo apanha diariamente, está sempre na rua. Uma noite quando chegou em casa o padrasto disse: "hoje você não apanhou, né? Vem cá que vou te dar um abraço!" Quando o garoto se aproximou ele bateu com um pedaço de pau. O modelo de vínculo que estes garotos encontraram nos terapeutas e facilitadores do projeto é de segurança, respeito e confiança mútua. A constância do afeto na TC, o não julgamento e a acolhida sem censura, mas com firmeza, fez com que eles aprendessem a lidar com uma forma nova de se relacionar, de dar e receber outros afetos. A segurança no novo vínculo, com os adultos e entre si, abre uma nova possibilidade de relacionamento. Agora, eles possuem um modelo saudável de vínculo seguro e podem repetir este modelo com outras pessoas que conhecerem ao longo de suas vidas, professores, colegas e ingressar na sociedade com outro olhar. Graças à experiência de aceitação que vivenciaram na TC eles poderão ter a segurança de que podem ser aceitos na sociedade.
terça-feira, 23 de março de 2010
Meu problema são umas baratinhas que não querem morrer...
Eu, como terapeuta, pensei em sumir. E agora? Será que outra pessoa vai falar um problema mais interessante? Um problema psicológico, uma tragédia pessoal? Silêncio total. Será que hoje vamos falar sobre veneno de pra barata? Então eu lancei o mote: Quem aqui já teve uma praga em sua vida?
As respostas foram surpreendentes e emocionantes. Histórias de mulheres que foram perseguidas pelos maridos (pragas em suas vidas) e conseguiram fugir deles, mudando de cidade ou denunciando. Uma jovem disse que ela havia sido uma praga na vida de alguém: eu perseguia o cara...era louca por ele...não dava paz, nem pra ele e nem pra mim. Após muito sofrimento ela mudou-se para Brasília para evitá-lo.
A TC é assim, quando menos se espera as histórias e experiências de vida se revelam. Saber ampliar o tema, dar a ele um outro sentido, transitar do concreto para o abstrato é algo que temos aprendido nas rodas.
segunda-feira, 22 de março de 2010
ESCUTATÓRIA - Rubem Alves
A Terapia Comunitária e a terceirização
A terceirização pode ser definida "o ato de transferir a responsabilidade de um serviço, ou de determinada fase da produção ou comercialização, de uma empresa para outra“ (Repullo, 1997). O trabalho, para a psicodinâmica, “faz parte da constituição da subjetividade do sujeito, implicando em ação do sujeito sobre a realidade, sendo o real o que se faz reconhecer pelo sujeito” (Dejours, 2007). O autor considera que vivenciando o sofrimento o trabalhador pode desejar vencê-lo, ressignificá-lo, transformá-lo. Para a psicodinâmica as vias da transformação são: o uso da palavra e a mobilização dos trabalhadores.
A Terapia Comunitária atua, inicialmente, como via de transformação com o uso da palavra. A TC no ambiente de trabalho cria um espaço para que a fala circule e os trabalhadores possam encontrar, na fala, uma via para ressignificar o sofrimento, viabilizando a mobilização dos trabalhadores. Em função do sofrimento no trabalho percebe-se danos psicológicos, como: tristeza, sensação de abandono/desamparo, baixa auto-estima, desesperança e conformismo.
O objetivo deste trabalho é discutir os sofrimentos vivenciados pelos trabalhadores que participam com regularidade de um grupo de Terapia Comunitária – TC no ambiente de trabalho. O texto faz uma articulação entre os conceitos da Psicodinâmica do Trabalho e a TC. Apresentando a TC como via de transformação do sofrimento no trabalho.